"Lado B" da gestação
Durante a maravilhosa fase da gravidez, a mulher vive inúmeras descobertas e sensações. Não podemos omitir porém, que algumas delas não são tão legais assim
Irritabilidade, dores nas mamas, cólica, acentuação da sensibilidade e mudança de humor. Você deve estar pensando que esses são os sintomas da famosa TPM (Tensão Pré-Menstrual), mas não! Eles também podem ser encontrados - juntos ou separados - no início da gestação.
Segundo o ginecologista e obstetra, especialista em reprodução humana, José Geraldo Alves Caldeira, as alterações no organismo para a recepção e formação do bebê causam mudanças físicas, psicológicas e principalmente, comportamentais. “Sentir enjoos e tonturas é típico do início da gravidez, pois, é quando o nenê ‘gruda’ no útero e começa a produção de HCG (Hormônio Coriônico Gonadotrófico), progesterona e estrógeno, hormônios responsáveis pelas formações do feto e também pelas primeiras náuseas e vômitos da grávida”, explica.
Por volta do quarto ou quinto mês é a vez da queimação, conhecida também como azia, entrar em cena. Nessa fase, a barriga está grande e todos que são próximos da gestante tendem a participar do momento de pequeno sofrimento. Os palpites e as crenças são diversos. Há até quem acredite que esse sintoma está relacionado à quantidade de cabelo do bebê, o que Caldeira discorda: “A azia, provocada pelo aumento do útero que comprime o estômago e diminui a intensidade de seus movimentos, pode ser amenizada evitando alimentos condimentados, frituras e embutidos. Fracionar a comida para não deixar períodos muito longos entre uma refeição e outra também pode ajudar.”
No decorrer dos meses, outros incômodos podem aparecer: sangramento das gengivas, inchaço, congestionamento nasal e corrimento vaginal são alguns deles. Entre vários desconfortos, as dores e o aumento das mamas, normalmente, são os mais aceitáveis, pois é o início da preparação para o ato de amamentar. Nesta fase o sono também fica comprometido. “Devido também as alterações hormonais, o sono e o cansaço são comuns”, afirma o médico.
Entre tantas transformações, as adaptações são indispensáveis, Dr. Caldeira aconselha a paciência e a participação do companheiro. “Para a mulher, a gestação é um período de grande envolvimento, tudo o que ela faz é em função da gravidez. Já os maridos, por não terem a mudança física, curtem com limites, isso provoca ainda mais a insegurança na gestante”, diz. Escolher os detalhes do quarto do bebê, acompanhar a saída da maternidade e, até mesmo, ir a uma consulta do pré-natal é tarefa para o papai e a mamãe fazerem juntos.
Pouco antes de completar os nove meses, quando o parto se aproxima, as grávidas têm a impressão de que os dias e as noites parecem infinitos. Segundo o obstetra, aproximadamente aos oito meses o bebê está grande e o espaço que ele tem é restrito. Logo, os chutes e movimentos serão bastante percebidos e podem causar dores. Além disso, o banheiro passa a ser o cômodo mais ocupado da casa. “O útero está grande e comprime o espaço da bexiga, o que faz a gestante ter a sensação de precisar urinar diversas vezes ao dia”, esclarece.
Dom especial feminino, a gravidez proporciona experiências inesquecíveis. Aproveite cada momento intensamente, pois com certeza o bebê compartilhará os carinhos e afetos. Para aliviar os sintomas gestacionais e preservar a saúde e bem-estar da mãe e do filho, as dicas são: fazer acompanhamento do pré-natal; manter dieta balanceada, rica em cálcio e praticar exercícios físicos, obviamente, com liberação médica.
Ai é só curtir!
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