Fonte: http://revistacrescer.globo.comQuer saber quando em seu ciclo menstrual sua chance de engravidar aumenta??
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Bem Interessante.
Postarei aqui textos interessantes que busquei na net e gostaria de compartilhar. Espero que seja de alguma forma útil.
Fonte: http://revistacrescer.globo.com
E, assim como na ficcção, na vida real perder o bebê nos primeiros meses da gestação é mais comum do que você imagina. A arquiteta Gisela Pedroso, 34 anos, não acreditou quando recebeu a notícia de que estava grávida. Ela não sentia enjoos, nada no seu corpo tinha mudado, mas o exame de sangue confirmava a gravidez de um mês e meio. “Comecei imediatamente a fazer o acompanhamento, mas um sangramento constante permaneceu”. Aos dois meses, cólicas e um forte sangramento determinaram que Gisela precisaria ficar de repouso. E também revelaram que a gestação era de gêmeos. “Saber que eu estava esperando a Clara e o Antonio foi maravilhoso”. Mas, na 13ª semana, Gisela sentiu uma forte dor e foi encaminhada diretamente para a ultrassonografia. Aguardei a constatação do médico, que ainda pediu uma segunda opinião. Perdi meus filhos e, com eles, a vontade de ser mãe.” De acordo com especialistas, a cada 100 gestações, 15 acabam em aborto espontâneo. É difícil suportar a dor e decidir quando e como retomar a rotina. Expressar sentimentos e compartilhar medos é fundamental para que a superação aconteça. Foi depois de sofrer dois abortos espontâneos que a professora Maria Manuela Pontes fundou a Associação de Apoio às Mulheres Vítimas de Abortos Espontâneos Projecto Artémis (em Portugal). Hoje, mãe de Vitória e Mateus, ela organizou o livro Maternidade Interrompida - O drama da perda gestacional, lançado no Brasil pela editora Ágora. São depoimentos de mulheres que tiveram a vida marcada por perdas gestacionais, mas mostraram confiança e vontade para redescobrir a felicidade em família. “A ideia do livro é revelar a outra face da perda das mães que veem um filho desejado partir”, conta Maria Manuela Assim como acontece com outras mulheres, o luto de Gisela durou vários meses. “A pressão foi enorme, não aguentamos, e meu marido e eu optamos pela separação. Aos poucos, retomei a vida e me dediquei completamente ao trabalho.” No caso dela, a vontade de ter filhos novamente veio com outro relacionamento. “Encontrei um antigo amor, nos casamos e quando completamos três anos juntos, descobri que estava grávida. Fiquei emocionada, mas o medo de que tudo acontecesse de novo era enorme.” A arquiteta conta que venceu a insegurança e decidiu curtir a gestação. “Não tive crises de choro e nem solidão, apenas curti meus enjoos e senti uma vontade imensa de preparar tudo o mais rápido possível - da decoração do quarto às lembrancinhas da maternidade. Os únicos momentos em que me sentia pequena e impotente eram às vésperas de cada ultrassom. O nervosismo tomava conta de mim e só ia embora quando eu acompanhava os batimentos daquele pequenino coração no monitor.” Manuela nasceu no dia 2 de setembro de 2008, às 7h14. “Ela veio para se tornar minha companheira inseparável. Toda a dor que senti foi curada pela felicidade de poder curtir a Manu. Não que eu tenha me esquecido do Antonio e da Clara - seria impossível - mas consegui entender que a existência deles foi breve. Hoje, não tenho traumas. Eliminei a barreira que me impedia de alcançar a maternidade e me sinto completamente pronta para, quem sabe um dia, ter mais dois, três, quatro filhos.”
Em 80% dos casos, o aborto espontâneo se dá no primeiro trimestre da gravidez - na maioria das vezes antes da sexta semana. Após uma perda gestacional, a mulher deve esperar, pelo menos, três meses para engravidar novamente. Somente depois deste período é que o organismo está apto para enfrentar uma nova gestação. O aborto espontâneo não tem uma causa específica. Alterações genéticas, hormonais ou uterinas, infecções e doenças imunológicas podem aumentar a possibilidade de uma perda gestacional. Por isso, o acompanhamento médico é fundamental. “Antes mesmo de engravidar, é importante que a mulher vá ao ginecologista, verifique seu estado de saúde e trate eventuais problemas”, afirma Eduardo Zlotnik, ginecologista e obstetra do Hospital Albert Einstein (SP). O ideal é que a mulher esteja o mais saudável possível quando decidir se tornar mãe. “E opte por fazê-lo em idade não avançada”, diz Yong Joo, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Camilo (SP). Apesar de os abortos serem frequentes, as gestações normais são muito mais comuns. Yong Joo enfatiza que, geralmente, os abortos acontecem isoladamente, não sendo necessária uma investigação exaustiva e desgastante, que preocupe a mulher grávida. “Costumo dizer para o casal que o sonho não se perdeu, apenas foi adiado”, completa.