Seja Bem Vindo


segunda-feira, 12 de julho de 2010

Pré-eclampsia


Pré-eclâmpsia

Fonte: site: www.e-familynet.com

O que é?

(também conhecida por Toxemia e, quando o quadro é acrescido de convulsão e

coma constitui-se a eclâmpsia).

É caracterizada por hipertensão (alta pressão arterial), edema (retenção de líquidos)

e proteinúria (presença de proteína na urina). Se manifesta na segunda metade da gravidez

(após a 20a semana de gestação) e pode evoluir para convulsão e coma mas essas condições

melhoram com a saída do feto e placenta.

No meio médico, o termo preferivelmente usado é MHEG - Moléstia Hipertensiva Específica

da Gravidez.O termo toxemia, apesar de consagrado, não é tão fiel, pois nunca se

demonstrou a existência de uma toxina que levasse a esta moléstia.

A pré-eclâmpsia pode ser leve ou severa (grave). Porque a pré-eclâmpsia pode severamente

restringir a circulação sanguínea para a placenta, o bebê pode ser perigosamente afetado.

Se não tratada, a pré-eclâmpsia pode se desenvolver em uma eclâmpsia, o que pode ser ainda

mais perigoso tanto para a mãe quanto para o bebê.

A retenção de líquidos ocorre porque a toxêmica tem menor capacidade de excretar sódio

e portanto, o retém, mesmo sob dietas hipossódicas.

Quais os riscos?

Em cerca de 10% das gestações há a incidência de moléstia hipertensiva, em sua maioria,

na forma de pré-eclampsia. Assim, para cada 1.000 gestações há 100 gestantes

com pré-eclâmpsia (a maioria leve) e uma com eclâmpsia.

A ocorrência também fica mais restrita à primeira gravidez e, embora você possa

desenvolver a pré-eclâmpsia mesmo que nunca tenha tido problemas de hipertensão antes,

você está em maior risco se já tinha problemas de pressão alta antes da gravidez ou

se há casos em sua família.

Como prevenir?

A pré-eclâmpsia é relativamente rara e embora não há exatamente como se prevenir,

o que você pode fazer é assegurar que está tendo bons cuidados pré-natais para detectar

o problema ainda nos primeiros estágios e receber um tratamento. Na verdade,

os testes de urina e a medição de sua pressão ao longo da gravidez é para detectar

problemas como este.

Como tratar?

O tratamento da pré-eclâmpsia leve resume-se em repouso, de preferência em decúbito

lateral esquerdo (acredita-se que essa posição ajuda na circulação sanguínea para o útero

e rins) e pouco sal (6g ao dia). Não é aconselhável o uso de diuréticos e hipotensores.

Em muitos casos, a pressão arterial volta ao normal com esse tipo de tratamento clínico.

O repouso pode ser em casa em alguns casos mas em outros é necessário que seja no

hospital.

Caso a pressão arterial não abaixe é necessário a observação em leito hospitalar

com o objetivo de permitir que a gravidez continue até que o feto esteja em condições

(maturidade e peso) para ser extraído, constituindo o tratamento obstétrico.

Esse se baseia na antecipação do parto, quando próximo ao termo (39 semanas).

Se houver condições obstétricas favoráveis, pode-se induzir o parto, com o descolamento

das membranas, a amniotomia e o uso de ocitocina, se necessário, para obter parto

por via transpélvica. Caso não haja condições ou resposta adequada à indução, uma

cirurgia cesária pode ser utilizada.

O tratamento clínico da pré-eclâmpsia grave é igual ao da eclâmpsia. As pacientes devem

estar internadas,fazendo-se uso de anticonvulsivante e medicação antihipertensiva.

O tratamento obstétrico é também baseado na antecipação do parto (38a ou 39a semanas)

com fórcipe de alívio caso o trabalho de parto esteja presente e avançado ou cesárea,

podendo-se utilizar anestesia de condução (a não ser quando as plaquetas estiverem baixas).

Não há evidências de que as mulheres que tiveram pré-eclâmpsia durante a gravidez irão

ser hipertensas no futuro, mas se ocorrer hipertensão, será na mesma proporção da população

geral e não pela pré-eclâmpsia ou toxemia.

Claramente, a pré-eclâmpsia não deve ser subestimada. Se você notar qualquer sintoma

de inchaço excessivo e pressão alta, não hesite em comunicar imediatamente o seu médico.

Quanto antes diagnosticada,mais efetivo será o tratamento.

Quanto ao recém-nascido, encontra-se altos índices de prematuridade (80%), muitas vezes

motivada pela própria antecipação do parto, e em 30% dos casos eles são pequenos para

idade gestacional.

Nenhum comentário: